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Problemas com prótese francesa provocaram alertas em vários países.

Problemas com prótese francesa provocaram alertas em vários países.

03/02/2012

Especialista dá orientações sobre escolha da prótese de silicone

Dr Alderson Pacheco.

A realização do sonho de ter seios maiores assustou muitas mulheres nas últimas semanas. A suspeita sobre o uso de gel silicone industrial na fabricação de próteses de silicone da marca francesa Poly Implant Prothèse (PIP) provocou alertas em relação ao maior risco de rompimento do implante. “As próteses usadas em cirurgias plásticas devem ser produzidas com silicone medicinal. O gel industrial deve ser usado apenas em eletrônicos, petroquímicos e construções”, explica o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
 

Testes realizados em laboratórios apontaram que as próteses da PIP possuem uma taxa de ruptura considerada muito alta e ainda há uma possível ligação com o câncer. O problema foi detectado ano passado por autoridades francesas, que descobriram que as próteses foram feitas com silicone diferente do que foi declarado pela empresa e do que foi avaliado para a obtenção do certificado de comercialização na União Européia. “O maior perigo a saúde é devido à falta de conhecimento sobre os riscos que o silicone industrial pode trazer a saúde, já que não há estudos clínicos sobre o assunto”, afirma.
A empresa francesa responsável pela fabricação das próteses decretou falência em 2010, após comercializar mais de 300 mil unidades do produto em todo o mundo. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética aproximadamente 24 mil mulheres no Brasil usam a prótese da PIP. “A principal recomendação é procurar o cirurgião plástico responsável pela operação para que o implante seja avaliado e mesmo sem a detecção de ruptura é indicada a remoção ou a troca do implante”, observa o médico, mestre em Princípios da Cirurgia utilizando o laser.


A retirada dos implantes mamários tem como objetivo evitar futuros riscos à saúde, já que na Europa foram registrados mais de mil rupturas nas próteses francesas. Segundo Pacheco, se a paciente não souber qual é a marca do implante é possível obter essa informação junto ao cirurgião. “Todos os pacientes recebem um documento que possui as informações necessárias relacionadas ao procedimento. Caso este papel seja extraviado, basta entrar em contato com o profissional responsável para que ele verifique o prontuário médico”, orienta.


Mesmo sem relatos de problemas com os implantes franceses nas brasileiras, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o cancelamento do registro das próteses e o recolhimento dos produtos que não foram utilizados. A entidade ainda declarou que será feito um protocolo que deve ser utilizado em caso de rompimento. “A intervenção cirúrgica para a remoção do implante é semelhante à cirurgia para a colocação. O médico faz um corte no mesmo lugar e retira a prótese. Se a paciente quiser pode ser feito um novo implante no mesmo tempo cirúrgico”, esclarece.


Na cirurgia de retirada do implante a paciente precisa permanecer por pelo menos 12 horas no hospital e a recuperação é de cerca de sete dias. No pós-operatório é necessário evitar esforços, exposição solar e fazer movimentos com os braços, assim como no procedimento para colocar a prótese. “A confiança entre médico e paciente é fundamental. Por isso antes de qualquer operação é essencial esclarecer todas as dúvidas e analisar todos os prós e contras de se submeter a uma cirurgia plástica”, acrescenta Pacheco, que atua na Clínica Michelangelo de Cirurgia Plástica, em Curitiba.


Uma dica para não escolher uma prótese de silicone ruim para os seios é verificar todas as opções do mercado com a ajuda de um cirurgião plástico experiente. Pedir referências também pode ajudar a tomar a melhor decisão. O preço normalmente é um fator que pesa na hora da escolha, mas é bom lembrar que o barato pode sair caro. “É preferível pagar um preço maior e ter mais segurança do que economizar agora e se incomodar no futuro. A qualidade interfere diretamente na proteção que o paciente vai ter após o implante”, finaliza o especialista.


Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715) - Cirurgião Plástico


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