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Música Ajuda Bebês

Música Ajuda Bebês


Música ajuda a desenvolver sinapses cerebrais dos bebês

 

A música aplicada em forma terapêutica estimula o desenvolvimento das sinapses (região entre dois neurônios por onde passam estímulos nervosos) em bebês. Atualmente, a musicoterapeuta Suzana Brunhara, de Sorocaba, desenvolve esse trabalho numa criança de nove meses de idade, que participa das sessões acompanhada por sua mãe. "A terapia não é indicada somente para crianças portadoras de algum tipo de problema ou deficiência", explica Suzana. "Está comprovado que a estimulação musical contribui para o desenvolvimento físico e neurológico infantil", completa.

A música tem relação com a afetividade humana. Muitas vezes menosprezados pela sociedade contemporânea, os efeitos da prática musical nas crianças são claros e têm sido bastante estudados. Pela Universidade de Toronto (Canadá), Sandra Trehub pesquisou e comprovou um fato que muitos pais e educadores já imaginavam: os bebês tendem a permanecer mais calmos quando expostos a uma melodia serena e, dependendo da aceleração do andamento da música, tornam-se mais alertas. Isso explica uma crendice dos tempos das avós: colocar a criança no colo, com a cabeça encostada no lado esquerdo do tórax de quem a carrega tende a acalmá-la. Afinal, as batidas rítmicas do coração podem ser comparadas a uma doce melodia, à qual o bebê estava acostumado a ouvir já no ventre materno.

Cada vez mais, a linguagem musical tem sido apontada como uma das áreas de conhecimentos mais importantes a serem trabalhadas na Educação Infantil, ao lado da linguagem oral e escrita, do movimento, das artes visuais, da matemática e das ciências humanas e naturais. Em países com mais tradição que o Brasil no campo da educação infantil - como o Japão e alguns nórdicos -, a música exerce papel de destaque nos currículos. Nesses países, o educador tem, na sua graduação profissional, um espaço considerável dedicado à sua formação musical, inclusive com a prática de um instrumento, além do aprendizado de um grande número de canções.

Pesquisas conduzidas pela Escola de Medicina de Harvard (EUA) e da Universidade de Jena (Alemanha), revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não-músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta, particularmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor. Tocar um instrumento exige muito da audição e da denominada motricidade fina das pessoas que, ao praticar o ato, estimula o cérebro a funcionar "em rede".

A música também pode estimular a absorção de informações. O cientista búlgaro Losavov promoveu uma pesquisa na qual observou grupos de crianças em situação de aprendizagem. O grupo que estudou ouvindo música clássica obteve melhor resultado. A explicação do pesquisador é que ouvindo este tipo de música lenta, a pessoa passa do nível cerebral alfa (alerta) para o nível beta (relaxado, mas atento). Reduzindo a ciclagem cerebral, aumentam as atividades dos neurônios e as sinapses tornam-se mais rápidas, facilitando a concentração e a aprendizagem.

 

 

Fonte: Clínica de Musicoterapia Suzana Brunhara
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