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Hormônios podem causar Câncer

Hormônios podem causar Câncer


Um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da PUC-SP, desenvolvido no câmpus de Sorocaba, avaliou o risco do surgimento de câncer mamário a partir da aplicação de um hormônio indicado para mulheres na pós-menopausa. O trabalho realizado pelos professores-doutores Luiz Ferraz de Sampaio Neto e Maria Cecília Ferro contou com a colaboração das estudantes Vivian Afonso e Luciane Lopes, do 5o ano do curso de Medicina e foi escolhido para ser discutido durante o 17o Congresso Mundial da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia realizado no Chile, entre os dias 2 e 9 de novembro.

O medicamento é ministrado de forma percutânea, ou seja, aplicado sobre a pele, na região do braço. Segundo o professor-doutor Luiz Ferraz de Sampaio Neto, é comum em pacientes com mamas grandes o contato entre essas duas regiões. Como todo hormônio feminino, o estrogênio tem relação direta com o câncer. A pesquisa teve o objetivo de descobrir em que grau o contato direto da pele da mama com o hormônio representa perigo iminente.

A pesquisa foi realizada com camundongos fêmeas, virgens, de uma ninhagem especial e geneticamente modificadas e, conseqüentemente, com maior probabilidade de desenvolver câncer, especialmente o de mama. As cobaias foram divididas em quatro grupos. Durante três meses, o primeiro grupo recebeu um gel contendo o hormônio pesquisado sobre toda a extensão do tórax (onde estão localizadas as mamas dessa espécie). O segundo teve o produto aplicado somente sobre o dorso. O terceiro e quarto conjuntos de cobaias receberam placebo (substância inócua) nas mesmas regiões dos outros dois grupos.

Após esse período, os animais foram sacrificados e as mamas retiradas para análise. Constatou-se que nos dois grupos que receberam o hormônio, houve um maior desenvolvimento das mamas. "O que já era esperado", diz o médico Luiz Sampaio. "Mas não se descobriu nenhum caso de câncer", afirma. Segundo Sampaio, o que se pôde observar foi uma tendência maior nas alterações císticas de hiperplasia mamária nas cobaias que receberam aplicação direta. Na prática, isso serve como alerta para que o medicamento não tenha contato direto com a pele das mamas.

De acordo com Luiz Sampaio, os resultados obtidos estimulam o prosseguimento da pesquisa em um nível mais amplo em termos de quantidade de avaliações e tempo de pesquisa. Segundo ele, a PUC-SP deve realizar a segunda fase dos estudos.

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