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As gerações X e Y no mercado de trabalho

23/02/2011 

Jovens x Experientes, Ativos e Cautelosos, Cheios de Vontade ou Visão Estratégica. Afinal, até que ponto as diferenças das chamadas gerações X e Y podem interferir, de forma positiva e negativa, em uma empresa? Será possível conciliar todas essas características para progredir ou obrigatoriamente uma cederá lugar à outra?

 

Os novatos (geração Y) iniciam suas primeiras atividades profissionais com muita garra e entusiasmo. Para acompanhar as tarefas, eles têm a seu favor o domínio das novas tecnologias e ferramentas indispensáveis a qualquer empresa atualmente, como redes sociais onde a empresa se comunica diretamente com o público alvo. Porém, focados no rápido crescimento no mercado de trabalho, muitos deixam a desejar em quesitos que são importantes, como percepção e maturidade.

 

Os pertencentes à geração X (dos 30 aos 40 anos), em contrapartida, possuem vasta experiência, aguçada observação e tino para as estratégias. Mas então, qual seria o profissional ideal: aquele capaz de trazer as novas mudanças, atraindo assim novos clientes, ou o que tem aquele bom papo e é conhecedor do perfil dos clientes atuais?

 

Na busca por novos colaboradores, muitos recrutadores cometem o erro de contratar alguém apenas pelo currículo acadêmico. Ou seja, impressionados com os excelentes cursos, faculdades, especializações e idiomas, os contratados muitas vezes certos de seu potencial e brilhantismo não estão preparados para, por exemplo, liderar uma equipe, pois lhes faltam sensibilidade e tato para lidar com este tipo de situação.

 

Deve-se ressaltar que todo funcionário tem o seu valor e ninguém chegará para substituir ninguém, apenas se for esta a intenção, mas agregará outras funções dentro da empresa que beneficiará a todos.

 

É normal um sentimento de medo atormentar os antigos funcionários, com a chegada de novos funcionários, pois assim como a maioria das pessoas, eles pensam que, pelo fato de já estarem há muito tempo no mercado de trabalho, sua ânsia e os conhecimentos sobre o que é novo não estão tão em alta como anteriormente. Sentimento que deve, sim, tornar-se uma preocupação para os gestores.

 

Segundo Tiago Molnar Leite Fernandes, um dos diretores da Guasti - Tecnologia da Informação e site LognPlay, ser um bom líder, acima de qualquer coisa, consiste em lidar com as pessoas e suas diferentes características. “Saber recrutar o profissional ideal também abrange uma de suas responsabilidades. O importante é sempre manter um clima apto para diálogos e trocas de ideias, pois isso facilita bastante qualquer tipo de mudança. Reforce através de elogios, conversas e ações particulares o quanto e porquê tal funcionário é importante para empresa”, afirma.

 

Não existe o perfil do profissional ideal. O mais experiente deve se atualizar com as grandes novidades, e o recém-chegado deve obrigatoriamente aprender a lidar, antes de qualquer coisa, com o principal produto de qualquer empresa – as pessoas. Balanceie ambas as características e desta forma você chegará perto do ideal.

 

Você que já saiu da casa dos 30, não se preocupe. Mantenha-se informado com as novas tendências e tecnologias e procure estar sempre disposto a colaborar com as novas atividades da empresa. Pró-atividade independe da idade. E para os novatos um aviso: especializações, cursos e Mba’s não são tudo.  Experiência profissional também sempre fala alto na hora da escolha.

 www.guasti.com.br e www.lognplay.com

 
 Natália Prieto-  lucky@luckyassessoria.com.br

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