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Idosos - Sinais e Sintomas de Alerta

Idosos - Sinais e Sintomas de Alerta


Vamos discorrer sobre os principais sinais de alerta especialmente para informar cuidadores de pacientes frágeis e demenciados.

Os sinais de alerta podem ser de grande ajuda na suspeita de que algo errado possa estar ocorrendo. Vamos discorrer sobre os principais sinais de alerta especialmente para informar cuidadores de pacientes frágeis e demenciados. Idosos saudáveis podem aproveitar essas informações para tomarem rápidas providências assim que o problema surgir. Não se deve esquecer que os sinais de alerta podem ser ocorrências benignas, sem maior gravidade ou uma indicação de intercorrências que necessitam de imediata intervenção. Só o médico poderá fazer essa importante distinção com segurança.

PRINCIPAIS SINAIS DE ALERTA ·

Piora súbita do estado geral

· Sonolência

· Mudança brusca do comportamento habitual

· Febre

· Mudança de peso

· Alterações do apetite

· Alterações do hábito intestinal

· Cianose

· Tosse produtiva

· Falta de ar

· Urina escura/mal cheirosa

· Incontinência urinária

· Incontinência fecal

· Distúrbios súbitos do aparelho locomotor

PIORA SÚBITA, MUDANÇA BRUSCA DE COMPORTAMENTO

Uma alteração de comportamento com agressividade e agitação psicomotora de brusca instalação deve ser investigada clinicamente, podendo ser resultado de uma doença subjacente: infecção, retenção de urina, impactação fecal, intoxicação por drogas, assaduras, presença de insetos nas roupas etc. A primeira providência é realizar um exame físico minucioso na tentativa de detectar a causa do sintoma.

SONOLÊNCIA E APATIA

São sinais de importância e podem estar relacionados com várias causas, geralmente graves: desidratação, diabetes mellitus, efeito colateral de drogas, processos infecciosos, arritmias, devendo ser identificados, corrigidos e tratados prontamente.

FEBRE

Este sinal é de fácil constatação e de extrema importância. Apesar de os pacientes, em virtude, muitas vezes, de pertencerem a uma faixa etária em que a febre pode ser inexistente, mesmo na vigência de processos infecciosos, é um dado que, se positivo, normalmente representa um sinal de infecção. É conveniente que a temperatura seja aferida regularmente.

PALIDEZ E SUDORESE

Podem indicar várias intercorrências, indo desde uma hipotensão arterial por uso de diuréticos até uma insuficiência coronariana aguda, infarto do miocárdio, embolia pulmonar etc. A hipoglicemia, falta de açúcar necessária para a geração de energia suficiente, como em casos de jejum prolongado para a coleta de exames ou quadros de inapetência prolongada, também deve ser cogitada.

CORIZA E ESPIRROS

São sinais normalmente associados a estados gripais.

AEROFAGIA E ERUCTAÇÕES

Normalmente associadas ao ato de deglutição de ar com saliva, associa-se a estados ansiosos, doenças pépticas como gastrites e úlceras gastroduodenais e disfunções do trato biliar. Quando induzidos espontaneamente, associam-se com úlceras pépticas, hérnia de hiato, angina do peito etc. A deglutição rápida, sem mastigação, uso de bebidas gasosas, uso de medicação anticolinérgica e antiácidos, problemas dentários e próteses mal ajustadas também podem causar esses sinais.

ALTERAÇÕES DO APETITE

Aumento: Certos pacientes costumam ingerir grandes quantidades de alimento. Esse fato pode estar relacionado com hábitos prévios do indivíduo, porém também pode ocorrer devido a determinadas doenças como: diabetes, hipertireoidismo, parasitoses intestinais etc.

Diminuição: Acontece em virtude de processos infecciosos agudos, tuberculose, tumores malignos (especialmente o câncer gástrico), insuficiência renal, cirrose hepática, insuficiência cardíaca, intoxicação medicamentosa especialmente por digitálicos, hipotireoidismo etc.

CIANOSE (arroxeamento de extremidades)

Trata-se de um sinal grave que determina imediata investigação. Pode ocorrer devido a várias condições onde se destacam: a insuficiência cardíaca, pneumonia, embolia pulmonar, enfisema pulmonar, intoxicação por anilina, aterosclerose obliterante etc.

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

Essa é uma condição que deve ser lembrada e analisada, pois pode representar desde simples alteração devida ao hábito alimentar e a falta de atividade, como também ser devida a quadros extremamente graves que se instalam abruptamente como: abdome agudo, pancreatite aguda, por uso de drogas, infecções em geral e obstrução intestinal. As obstipações crônicas podem estar relacionadas com doenças como tumores anorretais: hemorróidas, fissuras e fístulas. As alterações endócrinas como o hipotireoidismo, a insuficiência supra-renal e o hipertireoidismo podem levar a quadros de constipação. Assim como para os outros sinais, um exame clínico completo é fundamental complementado por toque retal para afastar a possibilidade de um fecaloma, que se trata de um endurecimento das fezes na ampola retal e segmento inferior do sigmóide que, de acordo com a gravidade, pode necessitar de cirurgia para a sua remoção. A manutenção de um registro diário, quanto aos hábitos intestinais é de extrema importância, permitindo uma avaliação correta do ritmo intestinal.

VÔMITOS E DIARRÉIAS

Podem ser sinais sem gravidade; a persistência, porém, requer investigação detalhada, face à enorme gama de possibilidades diagnósticas, além de serem potencialmente geradores de estados graves de desidratação. Pacientes demenciados que apresentam vômitos e diarréia com distensão abdominal devem ser submetidos a um toque retal para eventual detecção de um fecaloma. Pacientes com fecaloma podem apresentar a chamada diarréia paradoxal, ou seja, apesar de haver na ampola retal uma massa de fezes endurecidas, fezes mal formadas acabam por serem eliminadas pelos lados do fecaloma. Esse fato é de suma importância, pois os familiares relatam ao médico que o paciente está com diarréia e a tendência é, com base nessa informação, que os pacientes recebam medicação obstipante agravando consideravelmente o quadro clínico. SEDE O aumento de sede pode estar relacionado com diabetes mellitus e estados de desidratação.

EMAGRECIMENTO

Os emagrecimentos sem perda de apetite podem estar correlacionados especialmente com: hipertireoidismo, diabetes, síndrome de má absorção ou por excesso de atividade sem a ingestão adequada de calorias, como ocorre em pacientes chamados vagantes, que andam o dia inteiro de um lado para o outro, distúrbios comum na doença de Alzheimer.

EPISTAXE (perda de sangue pelas narinas)

Trata-se de condição especialmente relacionada com a hipertensão arterial, necessitando imediata avaliação médica. Pode ser também devido à presença de corpo estranho inserido na narina, infecções, estados gripais, traumatismos, alterações da coagulação sanguínea etc.

OUTROS SINAIS

Exantemas, halitose (mau hálito), urina escura e mal cheirosa, presença de sangramento (boca, ânus, genitais), corrimentos vaginais, olhos amarelados, fezes muito claras ou muito escuras, perda involuntária de urina ou fezes, inchaço da face e pernas, tosse seca ou produtiva, escarro amarelado, chiados no peito, coceiras, alterações na pele, retenção de urina, desmaios, soluços prolongados, calafrios, tremores e convulsões são entidades que requerem investigações detalhada pelo médico.

Cabe aqui a lembrança de que, mesmo o cuidador mais dedicado, não está com o paciente 24 horas do dia. Em muitos casos os familiares se alternam nos cuidados com pessoas contratadas, infelizmente nem sempre devidamente qualificadas e treinadas. Não é raro observarmos pacientes que estavam andando normalmente e de repente se sentam e se recusam a andar.

As quedas não comunicadas ou mesmo as não observadas podem ocorrer e a possibilidade de fraturas especialmente de colo do fêmur não deve ser descartada. A dor intensa na região lateral externa da articulação da coxa com a bacia e a rotação externa do pé, assim como o encurtamento de um dos membros inferiores, quando observados no leito, são fortes indicativos de fratura de colo de fêmur. É, pois, de bom-senso que se informe aos cuidadores que acidentes podem ocorrer e que o fato de comunicarem o acontecido é de extrema importância.

Outro fato ,especialmente com relação aos pacientes portadores de doença de Alzheimer, é que mesmo com dor são capazes muitas vezes de continuar caminhando, acarretando sérias conseqüências.

SINTOMAS FREQÜENTES

Além dos sinais de alerta, alguns sintomas são extremamente importantes e comuns:

EDEMAS (Inchaço)

Tornozelos: São o resultado da acumulação de líquidos pela força da gravidade. São indolores e geralmente afetam ambos os lados. Se pressionado a marca do dedo fica impressa. A intensidade é variável, desde leve até grandes edemas. Trata-se de um sintoma importante e deve receber atenção médica. As causas mais comuns são: · Insuficiência cardíaca congestiva · Hipoalbuminemia · Doenças graves (renais, pulmonares, hepáticas) · Doenças vasculares Pessoas idosas que ficam sentadas por muito tempo podem apresentar edema sem que isso necessariamente seja doença (edema postural). É importante considerar que os edemas posturais sempre são edemas discretos e geralmente assimétricos. O médico sempre deve ser consultado para que não se faça pré-julgamentos considerando ser esse mais um sintoma “normal” do envelhecimento.

DORES

Dor no peito Pode ser de origem cardíaca ou não. As de origem cardíaca geralmente se acompanham de outros sintomas como: tonturas, palpitações, palidez, dificuldade para respirar e sudorese. São sinais graves que necessitam de avaliação médica em caráter de urgência. As causas de dor no peito não cardíacas podem ser devidas a várias causas sendo que as de origem muscular são as mais freqüentes.

Dores das pernas:

· Varizes · Insuficiência circulatória · Neuropatia diabética · Ciatalgia · Infecção urinária.

Dores Abdominais:

Pessoas idosas com dor abdominal acompanhada de febre ou de sangramento aparente têm uma taxa de mortalidade de 15 a 50%. · Pode ser um sintoma grave ou não. · Se for acompanhado de sangramento é caso de urgência médica. Dores muito intensas normalmente são devidas a condições sérias como: · Problemas circulatórios : (infarto do miocárdio, isquemia mesentérica, ruptura de aneurisma abdominal, hemorragias internas) · Colescistite aguda · Peritonites · Pielonefrites · Cólica nefrética (por cálculos “pedras” renais) Problemas gástricos (estômago) costumam gerar dor na parte superior do abdome. Nas vias biliares e vesícula na parte superior direita. Apêndice na região inferior direita. Isso porém não é regra e nem sempre a localização da dor reflete o órgão acometido.

Dor no Hálux (dedão do pé). Sintoma muito comum de gota.

TOSSE · Tabagismo · Bronquites · Asma · Pneumonias · Refluxo gastroesofágico · Câncer de Pulmão,Metástases · Efeito adverso de antihipertensivos (Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina); captopril, enalapril...
Fonte autorizada: http://www.envelhecercomsaude.com.br

   
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