Mundo Mulher

Japão - Radiação que vazou da usina contaminou comida e água

  20/03/2011

Os técnicos no Japão estão aos poucos afastando o risco de um acidente nuclear de grandes proporções. A esperança agora é que a tentativa de religar a energia nas usinas dê certo. Mas a radiação que vazou durante uma semana contaminou a comida e a água.

O novo temor dos japoneses é a comida. O governo confirmou que foram encontradas amostras de leite contaminado em uma fazenda na região de Fukushima, onde fica a usina atômica.

O mais preocupante foi a constatação, por um instituto da província de Ibaraki de que seis amostras de espinafre vendidas na região estavam contaminadas. Essa descoberta mostra que a radiação pode se espalhar pelo país por meio da alimentação. Ibaraki é uma província vizinha a Fukushima. O governo agora quer rastrear a origem do espinafre e onde foi distribuído.

A venda de todo alimento produzido em Fukushima está proibida. Os produtos contaminados tinham uma substância perigosa para o corpo humano, podendo atacar a tiróide. Depois de oito dias ela desaparece.

Mais um motivo de preocupação. Foram encontrados traços de radiação nas torneiras de Tóquio e outras cinco províncias. A quantidade é baixa e está dentro dos limites aceitáveis pelo governo japonês.

Na usina atômica de Fukushima, o trabalho para resfriar os reatores é lento, mas avança. É uma boa notícia. As equipes conseguiram estabilizar o reator número três depois de jogarem água durante horas.

O reator número três é considerado o mais perigoso, porque tem uma grande quantidade de plutônio, que é altamente tóxico. Os cabos de energia para reativar o equipamento de resfriamento dos reatores estão sendo religados.

Quatro dos seis reatores já devem ter energia nesse domingo. Especialistas garantem que apesar dos avanços, a situação ainda está longe de ser controlada.

Essa ameaça de tragédia nuclear está muito mais perto de quem sobreviver ao terremoto e depois ao tsunami. Mas são tantos os problemas que é preciso enfrentar um de cada vez. A esperança agora de se encontrar sobreviventes é muito pequena. O número de mortos já passa de 7.300 e os desaparecidos são quase 11 mil.

Uma equipe da marinha americana chegou a Sendai para ajudar. Uma das missões é reconstruir o aeroporto da cidade que foi invadido pelas ondas gigantes e ficou destruído.

Goiasnet.com/G1

Mundo Mulher
Mundo Mulher
Mundo Mulher
box_veja